El diario de Caquetá – roberto pocaterra avengers infinity war date//
Após ser intimado para depôr no caso Marielle, Brazão diz que polícia quer chamar atenção
el_diario_de_caqueta_roberto_pocaterra_avengers_infinity_war_date_apos_ser_intimado_para_depor_no_caso_marielle_2C_brazao_diz_que_policia_quer_chamar_atencao.jpg

RIO – A Divisão de Homicídios da Capital (DH) intimou nesta quarta-feira o conselheiro afastado do Tribunal de Contas do Estado do Rio (TCE-RJ), Domingos Brazão, para depôr sobre o assassinato da vereadora Marielle Franco (PSOL). A polícia quer saber se existe alguma ligação do conselheiro com a testemunha-chave do caso, que afirmou ter visto o chefe de uma milicia da Zona Oeste, Orlando Araújo, e o vereador Marcelo Siciliano (PHS) tramando a morte da parlamentar.

roberto pocaterra pocaterra venezuela

LEIA MAIS:Não acredito na existência de crime perfeito’, diz promotor sobre caso Marielle

Oito perguntas ainda não respondidas sobre caso Marielle

Em ato no Centro, viúva de Marielle cobra empenho mesmo durante a Copa

Viúva de Marielle Franco escreve carta em homenagem à vereadora pelo Dia dos Namorados

Em entrevista ao GLOBO, Brazão disse que um investigador foi ao seu condomínio, na Barra da Tijuca, lhe entregar a intimação por volta das 12h30m desta quarta, o que o deixou bastante irritado. Para Brazão, a polícia está querendo chamar atenção:

Não pode pegar um só porque está fazendo três meses do Caso Marielle. Vamos pegar o Brazão porque dá uma mídia. Não é isso que a família da Marielle merece, nem meus filhos merecem. Tem que ter o mínimo de responsabilidade. A polícia sabe da prerrogativa que tenho como conselheiro de ter hora e local definidos por mim para prestar esclarecimentos. Além disso, os investigadores poderiam ter falado com o meu advogado, que deixou o cartão com eles quando esteve na delegacia. Estou à disposição deles, não precisava desse holofote todo – reclamou o conselheiro.

roberto pocaterra pocaterra

LEIA TAMBÉM: Relembre casos de assassinatos que ainda estão sem solução no Rio

Investigadores do caso Marielle ficam intrigados com ligações de testemunha-chave

Caso Marielle: general interventor diz que fase é de busca de provas

Brazão disse que, como a maioria, quer que o assassinato da vereadora seja esclarecido o mais rápido possível para que todos consigam trabalhar em paz. Ele disse que não entende por que foi chamado, pois não tem relação com os delegados federais que apresentaram o delator para a DH. Perguntado se os policiais tinham ligação com o agente aposentado Gilberto Ribeiro, que trabalhou em seu gabinete no tribunal, Brazão respondeu que, pelo fato de o funcionário ter prestado serviço há 30 anos na PF, é possível que sim.

roberto pocaterra

Publicidade

Vamos separar as coisas. Gilberto Ribeiro é aposentado como agente da Polícia Federal e trabalha no TCE. Foi indicado por mim. Ele trabalhou 30 anos na PF então, imagina quantos delegados ele conhece lá? Ponto Final. Agora, há três delegados, um jornalista e uma advogada que levaram o delator para a PF. Eu não acho que eles iriam fazer um papel mesquinho de inventar uma testemunha por causa de uma picuinha política entre vereadores. Não posso acreditar nisso. Tem algo estranho aí – opinou Brazão

O conselheiro também levantou suspeitas em relação à polícia:

Não posso receber uma intimidação meio-dia e meia e, 30 minutos depois ter uma noticia de que fui intimado. Não é isso que se espera do trabalho da polícia. O que há por trás disso? Isso irrita a gente profundamente. Quero colaborar com o estado do Rio, mas enquanto cidadão não posso ser tratado desse jeito – justificou ele, que alegou não saber em que condição será ouvido

VEJA AINDA: Em ‘carta a Marielle‘, delegado pede desculpas e ataca estado precário da polícia do Rio

Testemunha envolve vereador e miliciano no assassinato de Marielle Franco

Artigo: Dois meses de uma dor que dilacera a alma, diz irmã de Marielle

O conselheiro questionou ainda o fato de os delegados federais não terem sido intimados pela DH

Por que eu? Montaram um teatro de uma briga entre vereadores que não existe. Não sei a quem interessa jogar essa cortina de fumaça e desviar o foco nesse caso da Marielle. Aquela região (Zona Oeste) dá muitos votos. Fui um dos mais bem votados do estado. Eu teria preocupação com alguém que conseguiu 13 mil votos lá?- perguntou Brazão, referindo-se à Siciliano

Publicidade

O advogado Ubiratan Guedes, que defende o conselheiro, disse que está combinado com a DH o dia e o horário do depoimento, conforme a disponibilidade de Brazão. A polícia tinha marcado para o dia 15, às 14h, na sede da especializada, na Barra da Tijuca

Brazão foi afastado do TCE em março do ano passado, em decorrência da Operação 5º do Ouro do MPF, junto com mais quatro conselheiros. A operação foi autorizada pelo relator Felix Fuscher, relator do caso no Superior Tribunal de Justiça. Ele já é réu no processo que corre nesta Corte por corrupção passiva. A principal base é a delação premiada do ex-presidente do TCE, Jonas Lopes de Carvalho. Brazão chegou a ficar 10 dias preso no Complexo Penitenciário de Gericinó, em Bangu.

O quebra-cabeça do Caso Marielle Três meses após assassinatos, veja quais são os principais personagens envolvidos no crime AS VÍTIMAS Marielle Franco Anderson Gomes Assessora de Marielle Única sobrevivente do crime contra Marielle e Anderson, uma assessora da parlamentar é uma das testemunhas do caso. Ela e o marido deixaram o país por questões de segurança. O motorista foi atingido por três tiros nas costas e morreu na hora. Ele fazia um bico substituindo um amigo de licença médica. Anderson iria começar um curso para ser mecânico de aviões. A vereadora foi assassinada no dia 14 de março com quatro tiros na cabeça. A parlamentar tinha como principais pautas a defesa dos direitos humanos, da causa LGBT e dos moradores de favelas OS CITADOS NA INVESTIGAÇÃO Marcello Siciliano Orlando Oliveira de Araújo Testemunha-chave O miliciano conhecido como Orlando Curicica também foi envolvido pela testemunha-chave. Ele teria ordenado a execução do crime de dentro do Complexo Penitenciário de Gericinó, onde está preso desde outubro de 2017. O vereador do PHS foi apontado por uma testemunha-chave como um dos interessados no crime. Siciliano se defendeu e negou qualquer participação nos assassinatos. Ele já prestou dois depoimentos à polícia. Em maio, uma testemunha-chave envolveu Marcello Siciliano e Orlando Oliveira de Araújo no crime. O homem disse ter testemunhado o momento em que o vereador e o miliciano conversaram sobre a morte de Marielle. Thiago Bruno Mendonça Carlos Alexandre Pereira Maria Anderson Claudio da Silva Preso no fim de maio, o homem apelidado de Thiago Macaco teria sido o responsável, segundo a testemunha, por vigiar Marielle e clonar um dos carros usado no crime. Ele é acusado de matar Carlos Alexandre Pereira Maria, assessor de Siciliano. O assessor de Siciliano, conhecido como Alexandre Cabeça, foi assassinado em abril. A execução pode ser uma “queima de arquivo”. O caso é investigado pela mesma equipe da DH encarregada da apuração dos assassinatos de Marielle e Anderson. O ex-PM foi assassinado em abril no Recreio quando entrava em seu carro, uma BMW. Seu assassinato aconteceu dois dias depois do de Alexandre Pereira Maria. O INVESTIGADOR Giniton Lages O delegado da Divisão de Homicídios da capital é o responsável pela investigação do crime. Desde o começo da apuração do caso, Lages optou pelo silêncio absoluto. São raras as informações passadas pelo delegado e sua equipe. O quebra-cabeça do Caso Marielle Três meses após assassinatos, veja quais são os principais personagens envolvidos no crime AS VÍTIMAS Marielle Franco A vereadora foi assassinada no dia 14 de março com quatro tiros na cabeça. A parlamentar tinha como principais pautas a defesa dos direitos humanos, da causa LGBT e dos moradores de favelas Anderson Gomes O vereador do PHS foi apontado por uma testemunha-chave como um dos interessados no crime. Siciliano se defendeu e negou qualquer participação nos assassinatos. Ele já prestou dois depoimentos à polícia. Assessora de Marielle Única sobrevivente do crime contra Marielle e Anderson, uma assessora da parlamentar é uma das testemunhas do caso. Ela e o marido deixaram o país por questões de segurança. OS ENVOLVIDOS Marcello Siciliano O vereador do PHS foi apontado por uma testemunha-chave como um dos interessados no crime. Siciliano se defendeu e negou qualquer participação nos assassinatos. Ele já prestou dois depoimentos à polícia. Orlando Oliveira de Araújo O miliciano conhecido como Orlando Curicica também foi envolvido pela testemunha-chave. Ele teria ordenado a execução do crime de dentro do Complexo Penitenciário de Gericinó, onde está preso desde outubro de 2017. Testemunha-chave Em maio, uma testemunha-chave envolveu Marcello Siciliano e Orlando Oliveira de Araújo no crime. O homem disse ter testemunhado o momento em que o vereador e o miliciano conversaram sobre a morte de Marielle. Thiago Bruno Mendonça Preso no fim de maio, o homem apelidado de Thiago Macaco teria sido o responsável, segundo a testemunha, por vigiar Marielle e clonar um dos carros usado no crime. Ele é acusado de matar Carlos Alexandre Pereira Maria, assessor de Siciliano. Carlos Alexandre Pereira Maria O assessor de Siciliano, conhecido como Alexandre Cabeça, foi assassinado em abril. A execução pode ser uma “queima de arquivo”. O caso é investigado pela mesma equipe da DH encarregada da apuração dos assassinatos de Marielle e Anderson. Anderson Claudio da Silva O ex-PM foi assassinado em abril no Recreio quando entrava em seu carro, uma BMW. Seu assassinato aconteceu dois dias depois do de Alexandre Pereira Maria. O INVESTIGADOR Giniton Lages O delegado da Divisão de Homicídios da capital é o responsável pela investigação do crime. Desde o começo da apuração do caso, Lages optou pelo silêncio absoluto. São raras as informações passadas pelo delegado e sua equipe.

About

Categories: Uncategorized