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Golfe. Rui Morris vence Pro-Am

Rui Morris triunfou no Pro-Am que inaugurou o Circuito PT Empresas de 2018, prova que determinou os primeiros nove apurados para a Final marcada para outubro, no Morgado Golf Resort, o palco do Open de Portugal.   Nelson Cavalheiro conquistou, por seu lado, o Axis PGA Open, de 6 mil euros em prémios monetários, o segundo torneio de 2018 do PGA Portugal Tour, o circuito profissional português.   «Não joguei nada de espetacular e só fiz 3 birdies, mas os amadores jogaram de forma soberba e em todos os buracos conseguimos meter dois bons resultados. Funcionámos muito bem como equipa, porque quando um falhava os outros estavam lá», comentou, algo modestamente, Rui Morris, que somou 82 pontos stableford net, associado aos amadores Jaime Cunha, João Amorim e António Queirós.   Rui Morris liderou, há um mês, um torneio do Alps Tour Golf, a terceira divisão do golfe europeu, e apreciou o espírito de equipa vivido entre todos: «Dá-me um gozo enorme ter contribuído para o apuramento da equipa para a Final. São pessoas excecionais e será um prazer voltar a vê-los. Quem sabe se disputarei com algum deles a Final do Circuito PT Empresas».   Esse é um dos aliciantes deste circuito. Desde o ano passado que a PGA de Portugal decidiu fazer coincidir a Final do Circuito PT Empresas com o Open que encerrará o PGA Portugal Tour, decidindo quem será o n.º1 da Ordem de Mérito 1080 Produções, ou seja, o n.º1 do circuito profissional português.   É uma oportunidade única de cada amador poder viver de perto dois dias de competição de profissionais a lutarem pelo título do Open e pelo posto de n.º1, mas a distribuição dos profissionais é por sorteio, pelo que Rui Morris não sabe se reeditará a parceria com estes três amadores que lhe proporcionaram a vitória em Ponte de Lima.   Como cada Pro-Am apura para a Final as três primeiras equipas, qualificaram-se igualmente em Ponte de Lima os amadores Luís Fernandes, António Machado e Joaquim Mendes, que garantiram o 2.º lugar com 80 pontos, ao lado do profissional Tomás Silva.   Também com 80 pontos mas com pior segunda volta, daí o 3.º lugar, ficaram os amadores Jorge Torres, Jorge Ferreira e Alberto de Brito, associados ao profissional Sérgio Ribeiro.   O Circuito PT Empresas prossegue com mais provas qualificativas a 23 de junho no Clube de Golf do Santo da Serra, na Ilha da Madeira; e a 2 de setembro no Guardian Bom Sucesso Golf.   Entretanto, no Axis PGA Open, o top-10 ficou recheado de jogadores que costumam atuar em circuitos internacionais como Challenge Tour, Pro Golf Tour ou PGA Pro Golf Tour, mas foi um treinador quem acabou por impor-se algo surpreendentemente.   Nelson Cavalheiro, que chegou a dirigir uma academia de um dos gurus mundiais do ensino do golfe, David Leadbether, e que atualmente é o diretor-técnico do Amendoeira Golf Resort, no Algarve, vai celebrar o seu 48.º aniversário no próximo Domingo com um agradável prémio de mil euros destinado ao campeão.   «Foi a melhor prenda de anos que poderia ter», disse Nelson Cavalheiro, que conquistou apenas o segundo título da sua carreira no PGA Portugal Tour, depois do longínquo PGA Portugal Masters de 2001, em Troia.   «Não esperava esta vitória. Claro que treino para ganhar e gosto de estar com a malta jovem para aprender com eles, mas estava à espera de um top-5, não de uma vitória. Curiosamente, o primeiro título que ganhei, em 2001 chamava-se Masters TMN, uma empresa absorvida pelo Grupo PT que agora apoiou este torneio», recordou o campeão.   Nelson Cavalheiro terminou os 36 buracos regulamentares do Axis PGA Open empatado na frente com João Carlota, o vice-campeão nacional, que no último mês somou três bons resultados internacionais no Challenge Tour e no Alps Tour Golf.   Ambos totalizaram 141 pancadas, 1 abaixo do Par do percurso desenhado pelos irmãos Daniel e David Silva, Cavalheiro com voltas de 71 e 70, Carlota com cartões de 72 e 69.   Foi preciso recorrer a um play-off, jogado no buraco 18, e houve um empate na primeira tentativa, pelo que só no segundo buraco de play-off Nelson Cavalheiro impôs-se ao cumprir o Par-4 do 18.   «Foi especial porque o João é um jogador que já treinei, é um dos melhores de Portugal, é o nosso vice-campeão nacional e uma pessoa de que gosto muito. Aliás, estávamos a almoçar juntos quando o José Correia, presidente da PGA de Portugal, nos chamou para iremos jogar o play-off», referiu o vencedor.  

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