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Choque entre polícia e manifestantes após protesto pacífico em Hong Kong

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Choque entre polícia e manifestantes após protesto pacífico em Hong Kong

Manifestantes envolveram-se em confrontos com a polícia em Hong Kong, numa cidade próximo da fronteira com a China , depois de um protesto contra a presença de comerciantes chineses. Um novo capítulo da agitação política que se tem vivido no território desde a polémica lei da extradição.

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Os protestos na cidade de Sheung Shui, próximo da cidade chinesa de Shenzhen, começaram pacificamente, mas acabaram em confrontos e gritos. Os manifestantes atiraram guarda-chuvas e capacetes amarelos contra a política, que retaliou com gás pimenta e cassetetes.

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Em Sheung Shui, o protesto era contra os comerciantes chineses que cruzam a fronteira com Hong Kong para comprar bem que depois levam para a China para revender. Os habitantes de Hong Kong dizem que esta prática provoca a subida da inflação, assim como dos preços das propriedades, e diluem a identidade da cidade.

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Subscrever “A nossa linda cidade tornou-se o caos”, disse à Reuters Ryan Lai, de 50 anos, onde estes “comerciantes paralelos” vão comprar grandes quantidades de bens livres de impostos e depois levam para a China para revender. “Não queremos parar as viagens e as compras, mas por favor, façam-no de uma forma ordeira e legal. A lei da extradição foi o ponto de viragem para nós. Queremos Sheung Shui de volta”, acrescentou.

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O protesto foi o último capítulo numa série de manifestações que têm vindo a realizar-se na antiga colónia britânica, há mais de um mês, desencadeando a pior crise política desde a passagem da soberania para a China, em 1997, ao abrigo do princípio de “um país, dois sistemas”.

A 1 de julho, aniversário dessa passagem de testemunho, centenas de manifestantes invadiram o Conselho Legislativo. O culminar de uma série de protestos contra a lei da extradição, que o governo de Hong Kong queria introduzir e que permitiria que criminosos fossem julgados na China continental, onde a Justiça está sob o controlo do Partido Comunista.

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A chefe do governo de Hong Kong, Carrie Lam, disse que a lei está “morta” depois de a ter primeiro suspendido, mas os manifestantes exigem que ela seja totalmente retirada — e a demissão de Carrie Lam