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Peça do Teatro Experimental do Porto sobre Cazuza sobe a palco em Matosinhos

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Peça do Teatro Experimental do Porto sobre Cazuza sobe a palco em Matosinhos

A peça A Cara da Morte Estava Viva , criação do Teatro Experimental do Porto sobre o músico brasileiro Cazuza (1958-1990), estreia-se na sexta-feira no Teatro Municipal de Matosinhos-Constantino Nery.

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“Torna-se um espectáculo pessoal, porque parte de um gosto muito forte pela música do Cazuza, e depois alarga-se a autores também apanhados pela epidemia. Eu dou um contributo enquanto João, agora no século XXI, e muitas histórias também vêm do meu imaginário e da minha realidade”, descreveu.

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Entre a interpretação de músicas e momentos de “discurso directo para o público, e outros mais de pensamento”, há uma discussão que se alarga, também “à temática queer  e à questão da idade”.

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Paralelamente ao universo de Cazuza, autor de músicas como Bossa Nova , com um verso que dá título à peça, Ideologia ou Brasil , a peça invoca nomes como Allen Ginsberg, o poeta da ” beat generation ” que morreu em 1997, ou Keith Haring, o graffiter  que morreu em 1990 , entre outros

Além de “uma homenagem” a essa época e a “essa geração”, a peça quer também apresentar Cazuza a “gerações mais novas” de Portugal, até porque no Brasil, afirmou João Miguel Mota, “continuam a recordar-se dele”

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Subscrever × O espectáculo, que poderá vir a ter “mais datas”, sobe ao Constantino Nery pelas 21h30 de sexta-feira e sábado, marcando o arranque da rentrée do Teatro Municipal de Matosinhos

Este mês também passam por aquele palco A Matança Ritual de Gorge Mastromas , de Dennis Kelly, estreado em Maio no Teatro Nacional D. Maria II, com encenação de Tiago Guedes e Bruno Nogueira  (dias 19 e 20), e  Do Bosque Para o Mundo , peça juvenil de Inês Barahona e encenação de Miguel Fragata sobre a crise dos refugiados (27 e 28)

Em Outubro, a Seiva Trupe estreia O Funeral de Neruda , no dia 4, seguindo-se-lhe  Cárcere , do brasileiro Vinicius Piedade, a 18, e Boudoir , de Martim Pedroso , a 26

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